Esta foto sempre me faz refletir...
Estamos em um período delicado em nosso país que é o chamado “período eleitoral”. É nele em que evidenciamos (ou não) nossas convicções políticas, expressamos nosso desejo de um país socialmente justo, democrático, honesto, cidadão e por aí vai. E além dessas expectativas hoje em dia temos, também, a tão falada preocupação com o nosso meio ambiente.
É bem certo que nossa esperança de que essas realidades mencionadas sejam proporcionadas pelos nossos políticos, está tão firme quanto as nuvens de fumaça que emanam das chaminés das fábricas, que forjam todos os dias a sua luta contra a camada de ozônio. Mas a gente olha pro céu e num vê nada diferente! Onde está esse “buraco”? Humm, talvez ele esteja escondido, mas as consequências da existência dele e de tantas outras alterações no nosso meio ambiente como a devastação das florestas, poluição dos rios e mares, e emissão de gases tóxicos em nossa atmosfera têm enviado severas mensagens a nós através das catástrofes naturais.
‘Nunca antes na história desse país’ houve tantas enchentes em tão curto espaço de tempo. O mesmo podemos dizer das queimadas e das altas temperaturas em regiões em que, há não muito tempo, o frio imperava. Essas mudanças não são por um acaso e nós, (é... eu e você) temos influência direta nisso tudo. Ah, então “vamos cuidar do planeta para que ele não morra”!? Ou “vamos lutar para deixar um mundo melhor para os nossos filhos e netos”? Não é isso? Eu lhes digo: vamos cuidar para que nós mesmos possamos garantir a nossa subsistência.
Não adianta ficar agindo como se não fosse conosco ou como se ainda houvesse muito tempo para essa reação do meio ambiente ser ainda mais letal. Não mesmo! As respostas estão aí, acontecendo todos os dias para quem quiser ver. E, muitos de nós, não queremos... Por quê? Talvez porque se chover demais e houver desmoronamentos em uma determinada região do país, aquela encosta não vai soterrar a minha casa. Ou talvez porque as queimadas e a diminuição da umidade do ar não estão atingindo meu quarto com ar-condicionado. Será que a geração totalmente conectada virtualmente se desconectou do ‘sentir’ e do ‘solidarizar-se’?
Podemos ter atitudes grandiosas para reverter este quadro, mas elas podem ser bem simples. Como o ato de não jogar o lixo na rua, ou no mar ( e assim colaborar para que outras tartaruguinhas não tenham esse aspecto quando adultas), ou selecionar o lixo reciclável, reduzir o desperdício, fomentar a conscientização!
Aos amigos professores, um lembrete para nós. Os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio, ou popularmente conhecidos como PCN’s nos indicam que “Condutas ambientalistas responsáveis subentendem um protagonismo forte no presente, no meio ambiente imediato da escola, da vizinhança, do lugar onde se vive.” E essa deve ser a nossa conduta enquanto educadores. Talvez até já esteja sendo. Só nos falta perceber o eco dessas nossas atitudes nas vozes dos educandos.
Esperamos que todas essas formas de comunicação a que temos acesso tão facilmente na atualidade, sirvam também para levantar as vozes e despertar os corações heroicos (ou nem tanto) para esta mobilização em prol da preservação. Preservação não só do nosso meio ambiente, das riquezas naturais do nosso país ou do nosso lindo planeta... Mas de nós mesmos...