Bem, faz uns dias que penso sobre o que eu gostaria de falar primeiro aqui neste espaço... Logo eu que falo muito e tenho tantas e várias coisas a perambular na minha mente...
Enfim, decidi. Aí vai...
Durante algum tempo eu também engrossei o coro daqueles que julgam que as novas tecnologias vieram para afastar cada vez mais as crianças e adolescentes do mundo da aprendizagem, das responsabilidades e blá, blá, blá... Só que, neste último ano, pude reavaliar meus conceitos, através do curso de Mídias na Educação que estou tendo oportunidade de fazer, e observar que nem tudo está perdido nesta seara de novidades e recursos tecnológicos. Internet, TV, Mp3, câmeras digitais, celulares (é, eles, os benditos “inimigos” do bom andamento da aula) e afins podem e devem nos ajudar a ter mais momentos de descontração, melhorar as nossas atividades cotidianas e a interação com os amigos de perto e de longe, ajudar nas descobertas e tal; mas também nos levam a produzir conhecimento e/ ou nos apropriar dele. É isso mesmo, amigo professor que me lê, não adianta mais ficar choramingando na sala dos professores, dizendo que “esta juventude está perdida” ou que “no meu tempo era assim, assim e assim...”
As mídias estão aí, repletas de possibilidades que nos auxiliam, e muito, no processo de ensino aprendizagem. Quem nunca quis uma aula “diferente” de verdade que me atire o primeiro livro didático que estiver à mão... E essa bendita aula diferente só vem quando integramos o que de melhor fazemos a esses maravilhosos aliados. E posso lhes dizer que o uso desses recursos já me fez descobrir verdadeiras pérolas em sala de aula. Podem acreditar! Foram atores, apresentadores de telejornal, rappers, poetas repentistas, músicos e óbvio, grandes oradores. Experimentem!
Sei que pode parecer meio utópico, já que em meio a tantas dificuldades muitas vezes não temos muito tempo mesmo de interagir com estes recursos e preferimos nos afastar, para não termos mais trabalho. Mas que tal deixar os nossos aprendizes “falarem” por si só um pouquinho? O que dizer de um seminário em que eles podem apresentar o resultado da pesquisa através da mídia que lhes convier? Um vídeo, slides, um jornal mural ou até um jornal ao vivo? Quem sabe a transcrição de uma conversa em um chat ou programa de conversação online simulando um diálogo sobre a temática abordada? Ou um programa de rádio? E por aí vai minha mente a imaginar...
O resultado pode surpreender.
Por hora é só. Porque outra coisa que temos que perceber nesse novo momento das relações humanas é que a interação com os textos é bem mais rápida e intensa. Textos muitos longos fatalmente ficam sozinhos na metade... Os leitores estão cada vez mais dinâmicos.
Assim, espero que você tenha chegado até aqui comigo...

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