quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Mais do mesmo

Bem, eu não poderia deixar de escrever aqui algumas palavras sobre esse evento que marcou tão positivamente o ano de 2010, profissionalmente falando, para mim.  É, ela mesma, a Olimpíada de Língua Portuguesa – Escrevendo o Futuro.

Tudo começou como mais um concurso a participar e como uma série de oficinas a encaixar no planejamento escolar. Resolvi acreditar no processo. O material se apresentou muito bom e os moldes das oficinas eram agradáveis e atraentes. E fomos em frente...  Discussões, descobertas, aprendizados sobre o nosso lugar – “o lugar em que vivemos” –  vieram à tona como uma represa que se arrebenta depois de tanto guardar...

Foi corrido, foi trabalhoso, foi sofrido, mas foi recompensador. Perceber os alunos agindo como verdadeiros cronistas foi algo mágico. Descrever o processo aqui talvez fosse muito demorado. Quero somente que vocês saibam que foi uma canseira maior do que a normal na vida de uma professora brasileira; que no começo quase todos os alunos diziam que não sabiam o que era crônica e que por fim, na etapa de seleção escolar,  foi difícil decidir o texto vencedor!

Classificação nas próximas fases não era algo tangível para mim, afinal tantas escolas se inscreveram, tantos textos estavam em jogo, era praticamente uma loteria. Os professores inscreveram um total de sete milhões de textos no Brasil todo e somente quinhentos seriam escolhidos, cento e vinte e cinco de cada gênero... Mas eis que um telefonema da SEC surge e... estávamos na semifinal. E era em Curitiba! Lá estava a Kamilly com a sua “Batalha no Latão”! Representante única das escolas estaduais de João Pessoa, encheu-nos de orgulho e alegria, essa cronista tão despretensiosa e misteriosa.

Então, lá fomos nós! Voando rumo a dias de aprendizado, encontros, alegrias, trocas de experiências, (re)conhecimentos e tantas outras coisas maravilhosas que nos aconteceriam naqueles três dias de novas oficinas.  Eram tantas coisas a falar e tanto a ouvir que nem dava tempo de dormir direito. Queríamos viver intensamente aqueles momentos. De meu lado, eu me reconhecia nos problemas e vivências das minhas colegas de curso. E Kamilly por sua vez nos brindava a cada dia com um sorriso mais largo e sincero e trabalhos lindos!

Você deve estar se perguntando “afinal, o que ela ganhou com tudo isso?”.  Além da medalha, dos livros, das coisas palpáveis; eu lhe resumo o que ganhei em uma breve expressão, tão simples, tão cara a todos nós professores e mais valiosa que bens materiais, entretanto tão esquecida:  o reconhecimento de um trabalho bem feito

Até outra vez!


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Como aprendi e como ensino...

 
               É essa a minha essência. É do que fui e do que sou composta: vontade de aprender e compartilhar o saber! Esse vídeo é uma saudação a todos os meus colegas de profissão que, como eu, trazem bem fundo no coração o desejo de ser mais e melhor a cada dia, em prol do sucesso de outros seres.
               Até outra vez!...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Batalha no latão

Como sempre, vindo de mangabeira, bairro da escola ou por causa das aulas que dou ou por causa da educação física, sempre tenho que voltar de ônibus e SEMPRE esses malditos ônibus vêm lotados! Por que meu Deus? Por quê?
E que comece a batalha! Peguem as espadas, adagas e escudos; é hora de entrar no latão! Para começar já é o empurra-empurra na porta do ônibus: vencer a primeira etapa é passar pela catraca, afinal é meia hora de fila até a catraca. É focar num espaço e entrar. Focou o espaço e entrou é hora de saber se você cabe lá, porque sempre um espertinho toma seu lugar por direito...
E é aquela falta de ar, aquele arrocho, aquele amasso, e suor, pessoas vindo do trabalho, escola, parque de diversão... E minha viagem segue dentro do latão. Não preciso me segurar, as pessoas já me seguram. É um completo vácuo, nem o ar passa! E a vida no latão continua, quando começa a briga do bêbado com o cobrador. Inicia o show. Gritos, apoio moral e xingamentos. Mas a questão chave da vida é: por que as pessoas que NÃO vão descer logo ficam na parte da frente do ônibus?! Já não basta toda essa trama, ainda temos que driblar todos que vão descer “na China” e você no bairro vizinho! Mistério da vida alheia? Vida cotidiana? É somente a vida no latão...


Texto da aluna Kamilly Lourdes F. dos Santos
1ª série C – ensino médio
1º lugar do Colégio da PMPB no Gênero Crônicas
Semifinalista da Olimpíada de Língua Portuguesa 2010